Amanda Prado
Tha?Gon?ves


Estudantes de Jornalismo
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Publicidade resgata a arte do Cordel

Ilustração representando cordel criada para campanha publicitária da marca Consul


"Está na moda fazer uma reflexão sobre a cultura regional". Assim o Publicitário Ulisses Telles define a produção publicitária atual.
Marcas conhecidascomo a Multibrás e a Natura utilizam a cultura popular para se aproximar de mais consumidores. como resultado conseguiram mais que isso, aproximaram culturas diferentes.
A Multibrás, através da divisão "Consulado da Mulher" que representa os eletrodomésticos Consul solicitou a Telles que criasse uma campanha que representando o cordel.
O publicitário então se dedicou a pesquisa desta cultura e reprodução de xilogravuras. O resultado deste trabalho foi a disseminação da cultura popular do nordeste para além do sul do país onde fica a sede do cliente.
"As marcas desempenham um papel importante na disseminação da cultura regional, não só para regiões diferentes do Brasil mas também para o exterior". Contou Telles.
O cordel é uma das mais importantes expressões artisticas do nordeste do país. Isto se dá por que ele incorpora vários aspectos da cultura como a musica, as artes gráficas, literatura e representação.
Agora além do Cordel SP as propagandas também estão atentas a esta diversidade. fique atento, na próxima propaganda voce pode encontrar uma obra de arte!



- Postado por: Thaís e Amanda ?16h37
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Agenda

 Para quem quer estar à par do mundo do cordel contemporâneo, uma ótima dica é visitar a 3ª Bienal de Gravura de Santo André que ocorre no Salão de Exposições do Paço Municipal de Santo André.

 A Bienal oferece encontros que contam com consagrados nomes do cordel que darão palestras além da exibição de filmes. Nela estarão expostos trabalhos de artistas brasileiros premiados.

 O público interessado em experimentar fazer parte do mundo da xilogravura poderá participar dos ateliês, ministrados pelos próprios cordelistas, os quais proporcionarão às pessoas o contato direto com as mais diversas técnicas existentes.

 A exposição vai até o dia 26 de novembro, de terça a sábado das 14h às 17h e das 18h às 21h. O Salão de Exposições fica na Praça IV Centenário, s/n – Centro – Prédio da SCEL, em Santo André.

  Para mais informações, entre em contato pelo (11) 4433-0605.

 



- Postado por: Thaís e Amanda ?21h14
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140 anos de Leandro Gomes, o precursor do cordel no Brasil

             Leandro Gomes em xilogravura

 

Conhecido e homenageado por nada menos que Carlos Drummond de Andrade, o cordelista paraibano Leandro Gomes que faria 140 anos esse mês e não poderíamos esquecer de homenagear o responsável pelo nascimento da Literatura de Cordel no Brasil.   

Sua vida sempre fora simples porém, escrever e vender os folhetos nas feiras livres ultrapassou o ganha pão e se tornou um prazer além de profissão.

Leandro ficou popular pelos folhetos que eram devorados pelo povo rapidamente. Ainda hoje, é um dos cordelistas mais lidos.

Seu primeiro registro de cordel tem a data do ano de 1899 e ao todo foram em torno de no mínimo 237 obras, dentre elas: História da Donzela Teodora,A Mulher Roubada, O Punhal e a Palmatória, Juvenal e o Dragão, Antonio Silvino, O Rei dos Cangaceiros e O Boi Misterioso.Num deles, o artista expressou sua dor e revolta em dois deles:


“Leitores peço desculpas

Se a obra não for de agrado,

Sou um poeta sem força

O tempo tem me estragado,

Escrevo há 18 anos

Tenho razão de estar cansado “


A Mulher Roubada, 1907

 

“Nós temos cinco governos

O primeiro o federal

O segundo o do Estado

O terceiro o municipal

O quarto a palmatória

E o quinto o velho punhal”

O Punhal e a Palmatória, 1918


No ano de 1918, Leandro é preso e falece logo depois. Muitos acreditam que a humilhação e os maus tratos foram a causa de sua morte.

Fica registrada a nossa homenagem ao grande mestre!

Manifestem-se e até a próxima!



- Postado por: Thaís e Amanda ?19h50
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Entrevistado do dia: Chico Diniz

O Cordel SP entrevistou o cordelista Chico Diniz que abordou pontos interessantes sobre a situação atual do Cordel.

Divirtam-se e manifestem-se.

Até a próxima!

Conte um pouco da história do cordel, como ele chegou ao nordeste e se tornou parte da cultura popular.

O cordel chegou aqui na época do Descobrimento com os navegadores. Foi trazido de Portugal, onde era vendido como "folhas soltas". Dentre tantos que vieram ao Brasil, com a missão de colonizar, como pintores, alfaiates, mestre de obras, marceneiros, religiosos, etc, vieram também os poetas, trovadores, que tinham a incumbência de alegrar/divertir os nobres, mas o povo logo toma para si essa manifestação.
Salvador era a porta de entrada - a primeira capital - e Recife um dos principais centros, pois abrigava a Capitania poderosa. A partir daí a poesia popular ganha o interior do Nordeste, chega à Paraíba, mais precisamente à Serra do Teixeira e Pombal, que se transformam em cenários para o surgimento da cantoria de viola. O nordestino com sua criatividade ímpar fez uma releitura da poesia lida e cantada pela nobreza e inventou o repente. Surge o violeiro, que animava as festas populares e realizava desafios, pelejas nas noitadas, domingos e feriados.
Acreditamos que Leandro Gomes de Barros, nascido em Pombal, ao perceber o interesse do povo pela poesia cantada, teve a iniciativa de imprimir as histórias e vendê-las nas feiras. Deu certo, o folheto virou meio de comunicação do interior do Nordeste, uma vez que, na época, não havia rádio, nem jornal, com excessão das capitais. O que acontecia nas redondezas era noticiado em cordel. A população adquiriu o hábito de comprar um cordel toda semana. Ao fazer a feira de legumes, carne, frutas, etc, comprava também um título de cordel, que era lido em reunião familiar. Com isso, muitos aprenderam a ler. O folheto era um estímulo importante para que analfabetos perdessem essa patente. Pelo fato de semanalmente o povo comprar um folheto, verificamos ainda hoje, parentes de colecionadores com baús cheios de folhetos antigos.

Quais outras culturas, costumes, fazem parte do cordel?

O que caracteriza nossa poesia popular eu resumo em: OS ELEMENTOS DO CORDEL:
A estrofe - O verso - A rima - A quadra - A sextilha - A setilha - A glosa - O verso branco - A deixa - O mote - A capa em xilogravura, com fotografia ou clichê - O título - O número de páginas em múltiplos de 4 (8, 16, 32, 64) - O autor(Cordelista) - A história - O romance - O folheto - O grampo - O grampeador - A tipografia - A gráfica - A viola - A data - O local da escrita - A feira - O cordão - A banca - A bancada - O recital - O canto - A declamação - O poeta - O papel jornal - O preço baixo - O Nordeste - A Paraíba.

O senhor acha difícil essa cultura atingir os grandes centros de outras regiões do Brasil como São Paulo por exemplo?

Eu não acho que é difícil o folheto chegar aos grandes centros. Com o advento da internet, ele já chegou. Por exemplo, o nosso site tem uma média de visitantes de mais de 100 pessoas por dia, isso significa mais de 36 mil pessoas por ano, lendo cordel, sem pagar nada, mas lendo. E veja que não fazemos publicidade alguma do site. O mercado editorial ainda não despertou para a lucratividade que o cordel pode oferecer, obviamente com uma boa dose de propaganda. Agora o resgate vai acontecer mesmo quando a escola adotar o cordel como livro didático, para-didático, fonte de pesquisa, etc. Imaginemos se os governos se interessassem em comprar títulos e distribuíssem para estabelecimentos públicos de ensino de todo o país?! Criaríamos rapidamente um mercado consumidor. Quantos empregos seriam criados?! Imaginemos se os governos, especialmente os do Nordeste adotassem uma política de incentivo e publicidade do cordel. Quantos milhões de turistas não comprariam cordel, como compram artesanato?! Também acredito que quando a grande mídia, especialmente a rede globo, veicular em sua programação jornalística, novelas, entrevistas, programas de auditório e em anúncios publicitários sobre a importância do cordel, teremos um grande avanço na comercialização dos títulos.

Mesmo devagar a cultura nordestina tem se espalhado pelo Brasil desde o início da década de 90, principalmente através da música, primeiro com nação Zumbi, hoje com Cordel do Fogo Encantado, Mundo Livre S/A, entre outros. O senhor acredita que essa abertura pode ajudar a literatura a seguir o mesmo caminho e se popularizar também no Sul e Sudeste?

Tudo depende de 4 coisas:
4- Do trabalho de conscientização feito na escola, com o professor mostrando a necessidade de se valorizar a cultura popular, o saber do homem simples, a riqueza do trabalho comunitário, aliás coisas apregoadas pelos PCN's, mas que não colocadas em prática.
3- Do investimento feito pelos governos nas áreas de educação e turismo para que o cordel ganhe status, de fato, de patrimônio cultural do povo nordestino e brasileiro.
2- Da atuação da grande mídia ao realizar exposição freqüente de cordelistas, de músicos que abordam em seus trabalhos a temática do cordel, de textos em novelas, filmes, jornais, etc.
1- Da persistência dos cordelistas, pois o trabalho é árduo, posto que não há o reconhecimento devido, muitas vezes enfrentamos dificuldades financeiras para editar os folhetos, além de também sofrermos incompreensões e preconceitos.

Qual é a importância da Academia Brasileira de Literatura de Cordel para a disseminação desta cultura?

Eu acho que a consolidação de associações que abriguem TODOS os cordelistas que queiram participar poderá surtir um efeito mais abrangente na propagação da poesia popular. Não gosto da idéia de um grupo de "elite do cordel". Assim como acho uma besteira Academia Brasileira Disso, Academia Estrangeira Daquilo, Daquilo Outro. Fica a impressão de que há muita burocracia nessas instituições e que fazer parte dos seus quadros não é para todo mundo, mas coisa pra imortal. Todo ser é imortal, desde que deixe algo na memória de alguém ou registrado em algum lugar.
Entretanto acho que a ABLC, enquanto instituição - como qualquer cordelista, amante do cordel ou qualquer instituição -, tem um papel importante na defesa do cordel como patrimônio histórico imaterial, ou seja, fazer com que as novas gerações e futuras preservem e cultivem a beleza peculiar e a riqueza incomensurável de uma cultura popular, da nossa poesia popular.



- Postado por: Thaís e Amanda ?22h35
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Sesc traz ateliê do cordelista J. Broges para Santana

 

Filho do artista pernambucano mostra a arte do cordel e da xilogravura numa recriação do ateliê do pai

 

 

 

A Exposição "A Arte de J. Borges - do cordel a xilogravura" recria em São Paulo o ambiente de trabalho do artista pernambucano da cidade de Bezerros.

Até o dia 29 de janeiro de 2006, os visitantes poderão conferir a técnica de criação das gravuras e conversar com Ivan, filho de J. Borges.

 

O evento celebra os 49 anos do trabalho de um dos mais importantes cordelistas brasileiros. J. Borges escreveu seu primeiro cordel "O encontro de dois vaqueiros no sertão de Petrolina" em 1956 aos 29 anos. De lá para cá já criou e ilustrou mais de 200 títulos.

 

A xilogravura, hoje conhecida por ilustrar as capas de cordéis, chegou tem uma histór¡a bem mais longa.

Segundo os antropólogos Antonio Arantes e Pedro Okabayashi, responsáveis pelos textos do catálogo da exposição, esta arte chegou no Rio de Janeiro em 1808 através de empresas especializadas na confecção de obras.

No entanto a xilogravura só se fixou no Nordeste se tornando símbolo do cordel no fim dos anos de 1890 quando Leandro Gomes Barros passou a usar a técnica para ilustrar seus folhetos de cordel.

 

Para conferir mais imagens e histór¡as do cordel visite o SESC Santana:

Av. Luiz Dumont Vilares, 579

Horário: terça a domingo - das 9h às 21h30

Entrada franca

 

Fonte: Portal do Sesc



- Postado por: Thaís e Amanda ?20h57
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 Um pouco sobre as origens....

 Os folcloristas brasileiros Luis da Câmara Cascudo e Manuel Diéges Júnior trouxeram para nós a contribuição ao problema da origem da literatura de cordel. Eles mostram em seus livros - "Vaqueiros e Cantadores" e "Cinco Livros do Povo", de Cascudo, e  "Ciclos Temáticos na Literatura de Cordel", de Diéges - o vínculo dos folhetos de feira a partir do século XVII, com as folhas volantes (ou soltas) em Portugal. A venda dos mesmos era destinada a cegos.
 Na Espanha, esse tipo de literatura popular foi chamado pliegos suletos. Na América Latina, foi chamado hojas e corridos, utilizados na Argentina, México, Nicarágua e Peru. Estes envolvem, assim como no Brasil, fatos cotidianos e narrativa livre.  
 Já na França, ele recebeu o nome de littèrature de colportage  (literatura volante), destinada ao cenário rural através do occasionnels, e do canard, nos centros urbanos. Na Inglaterra, folhetos parecidos com os brasileiros eram chamados cocks ou catchpennies, com temáticas românticas e histórias imaginárias, enquanto os broadsiddes retrataram fatos históricos.  

 E um pouco sobre o Brasil...
 
 Em território nacional, é indiscutível a tese de que o cordel chegou através dos portugueses na época da colonização sob a forma de folhas soltas ou em manuscritos. Somente no fim do século passado, com o surgimento de algumas tipografias, a literatura finalmente se fixou no nordeste e passou a ser parte da cultura regional. O ano de 1830 é marco histórico para o cordel nordestino. Em torno desse ano nasceu Uglino de Sabugi, o primeiro cantador que sabe até o momento e seu irmão, filhos de Agostinho Nunes da Costa, pai da poesia popular. Hoje, sem dúvida alguma, a literatura de cordel é característica do nordeste brasileiro e está ganhando cada vez mais espaço no cenário cultural mundial.



- Postado por: Thaís e Amanda ?15h37
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Literatura de Cordel

É poesia popular,
É história contada em versos
Em estrofes a rimar,
Escrita em papel comum
Feita pra ler ou cantar.

A capa é em xilogravura,
Trabalho de artesão,
Que esculpe em madeira
Um desenho com ponção
Preparando a matriz
Pra fazer reprodução.

Ou pode ser um desenho,
Uma foto, uma pintura,
Onde o título resume
O que diz a escritura;
É uma bela tradição
Que exprime nossa cultura.

Os folhetos de cordel
Nas feiras eram vendidos
Pendurados num cordão
Falando do acontecido,
De amor, luta e mistério,
De fé e do desassistido.

A minha literatura
De cordel é reflexão
Sobre a questão social
E orienta o cidadão
A valorizar a cultura
E também a educação.

O cordel é uma expressão
Da autêntica poesia
Do povo da minha terra,
Que luta pra que um dia
Acabem a fome e miséria,
Haja paz e harmonia.

Francisco Ferreira Filho Diniz

   O cordelista Chico Diniz descreve o movimento em palavras que rimam, capazes de fazer o leitor viajar e refletir num misto de sensações que nos levam a pensar quão interessante e rico são os costumes e a cultura nordestina. É interessante reparar na forma apaixonada com a qual o autor fala de sua cultura e do local em que vive. 
  Além de cordelista, Chico é também presidente da ONG Grupo de Cultura Popular Capoeira a qual estimula a prática da capoeira nas escolas como uma atividade de benefícios físicos e mentais, e resgata também a literatura de cordel com palestras e exposições.
  O trabalho social está cada vez mais em alta. Isso, porém, não deve ser passageiro. Quem já vivenciou essa experiência sabe que o retorno é incrível e insubstituível. Há várias formas de se praticar a solidariedade e com toda certeza, o cordel á uma delas.   



- Postado por: Thaís ?20h15
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Seja bem vindo ao Cordel SP!

 

De São Paulo para o mundo a cultura que cresceu no nordeste e se espalha pelo Brasil!

 

Desde 1990, com o surgimento do mangue-beat, Chico Science e outros artistas inundaram o Sudeste com a rica cultura nordestina. De lá para cá a cada dia essa mistura de tradicional e moderno conquista mais paulistas...

 

O Cordel SP chegou com o objetivo de trazer para São Paulo mais dessa cultura que merece ser conhecida e dissemina.

 

Neste Blog você terá acesso a textos e entrevistas com os escritores de cordel  mais atuantes.

 

A literatura de Cordel chegou de Portugal junto com os colonizadores, ganhou força em Salvador, então capital do Brasil, e se espalhou pelo nordeste.

 

Este processo foi demorado, ainda em 1750 não havia livros como os que conhecemos hoje, ilustrados com xilogravuras.

 

As afliçõess e o dia-a-dia do povo nordestino são os principais temas dos textos de cordel.

 

Durante séculos esta tradição foi contada e cantada para se manter viva até a era digital.

 

Hoje o cordel aborda os mais variados temas, como política, e educação.

 

Continue acessando e conheça mais dessa tradição.

 

Na próxima semana uma nova entrevista e textos de cordel.

 

Abraços



- Postado por: Thaís ?21h08
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